COMO É FEITO UM PROJETO DE ARQUITETURA

26/07/2018 - Reforma

COMO É FEITO UM PROJETO DE ARQUITETURA

Diferente do que muitos pensam, o trabalho de um arquiteto não é nada fácil, envolvendo diversos processos que devem ser seguidos para a realização de um bom serviço.

E essa dificuldade é sentida principalmente por aqueles que estão iniciando sua carreira e enfrentando seus primeiros desafios profissionais.

No papel de cliente é ainda mais complicado observar essa dificuldade enfrentada pelo profissional, que diariamente enfrente novos desafios.

Em seu trabalho, o arquiteto deve saber, desde já, como dar início e prosseguimento em todas as etapas da realização de um projeto de arquitetura, para que o cliente não seja prejudicado com a demora em seu projeto.

Outro fato que destaca essa importância é a necessidade que toda construção tem em possuir um projeto de arquitetura que permita seu início e continuidade.

Essa continuidade, na maior parte dos casos é acompanhada de perto pelo cliente, mas nem sempre sabemos como um projeto arquitetônico funciona, dificultando esse acompanhamento.

Em outros casos, o desconhecimento do cliente é prejudicial, tendo em vista a possibilidade de o projeto acabar se desviando do que inicialmente foi decidido.

Sendo assim, se você está pensando em contratar um arquiteto e quer saber como é feito um projeto de arquitetura, confira nossa explicação.       

Levantamento Arquitetônico – Aspectos a serem considerados

Em um primeiro momento, o arquiteto leve em consideração alguns aspectos para dar início a elaboração de um projeto.

O primeiro passo será analisar o contexto do cliente, tanto social quanto cultural, o que ajudará nos primeiros esboços do projeto.

Aliado a isso está uma avaliação das necessidades propriamente ditas que o cliente possui. Dessa forma, é essencial saber quem utilizará o ambiente e do que tal pessoa necessita em sua rotina.

Em seguida, o arquiteto irá avaliar o meio em que o projeto será iniciado, levando em consideração os aspectos externos como ruídos, fluxos de pessoas e veículos, dentre outros. Além é claro de uma análise profunda quanto às curvas de nível e circulações.

Após isso, parte-se para a escolha dos materiais. Associado a análise do contexto social e cultural, o arquiteto elabora a escolha de materiais que mais se adéquam a realidade do cliente, prezando pela qualidade, preço, durabilidade e sensações as cores e texturas dos materiais irão causar no cliente.

Com tudo isso já decidido, o próximo passo é realizar o dimensionamento adequando de onde a obra irá ser feita.

Seguidamente dá-se atenção a ergonomia aplicada ao projeto, levando em consideração o conforto térmico, prezando-se por uma boa ventilação que forneça economia de eletricidade.

Por fim, verifica-se a orientação solar do projeto, onde se deve aproveitar o máximo a luminosidade do ambiente, também fornecendo economia de eletricidade.

Esboços e Croquis

Com todas as informações relevantes em mãos, o arquiteto começa a elaborar os esboços e croquis, que serão efetivamente apresentados ao cliente.

Grande parte dos arquitetos tem uma maior segurança em seus projetos iniciando-o pelos croquis.

Esse é o meio mais rápido que o arquiteto dispõe para organizar suas ideias de um modo gráfico, colocando no papel toda a sua criatividade.

Um desenho simples, feito rapidamente à mão, sem medidas exatas e nem grandes habilidades gráficas e visuais serve para que o projetista transforme suas ideias em algo real, palpável e possa apresentar ao cliente algo real que irá evoluir para o projeto em si.

Plantas Baixas

Tudo o que foi juntado até aqui irá ser colocando em uma planta baixa, e fazer isso não é uma tarefa simples.

Em uma primeira etapa, será, finalmente, desenvolvido o projeto arquitetônico em si. Nessa fase os projetos ganham uma maior complexidade, onde o arquiteto precisa se atentar a todas as limitações e exigências que a obra demandará.

Serão testadas as dimensões do projeto, de modo preciso, prezando por uma exploração de todo o potencial produtivo da obra, além das possibilidades que ela oferece.

Partindo para Modelos 3D

É importante destacar que as plantas baixas, caso você ainda não saiba, são feitas em 2D, e em determinado momento, isso será um limitador para as ideias do projetista.

Nesse momento é que entram os modelos 3D, geometricamente complexos, com toda uma estrutura mais elaborada, onde será mais fácil você cliente visualizar as ideias aplicadas ao projeto.

Com os modelos 3D, o arquiteto poderá observar melhor os problemas que não pode constatar anteriormente, realizando as alterações necessárias para que possa dar continuidade ao projeto.

Contudo, não necessário que estes modelos sejam totalmente detalhados, com uma precisão cirurgia, seu intuito e fazer com que o arquiteto possa observar melhor o projeto e realizar as melhorias necessárias.

Anteprojeto, Projeto Legal e Projeto Executivo

Em todo projeto arquitetônico, o projetista deve dar um destaque importante para o anteprojeto, o projeto legal e projeto executivo.

Veja mais sobre cada um deles:

  • Anteprojeto: após o desenvolvimento das plantas mais detalhadas, as mesmas são encaminhadas para equipes responsáveis por projetos complementares, quais sejam estruturais, elétrico, preventivo e hidrosanitário.
  • Projeto Legal: aqui o projeto é formatado para atender os padrões exigidos pela Prefeitura do Município onde o projeto está sendo desenvolvido.
  • Projeto Executivo: por fim, no projeto executivo são elaborados o desenho e pranchas detalhadas que devem ser enviados ao canteiro de obras, sob a responsabilidade do mestre de obras. O projeto executivo é aquele que de fato será usado para a execução do projeto.

Nada do que foi exposto acima irá surgir de um dia para o outro. O trabalho do arquiteto estará sempre em evolução.

E toda essa evolução deve ser acompanhada pelo cliente, para que o projeto seja concluído da forma como inicialmente foi planejado.

Novas ideias e experiências irão ser agregadas ao conhecimento do arquiteto, fazendo com que ele adote novas abordagens em cada projeto.